
Há dignidade no copo em cima da mesa. Não apenas na transparência mas na promessa da sede saciada. O copo espera, contendo em si a clareza que muitas vezes falta ao pensamento.
Olhar para ele pacientemente: a água imóvel, mas viva, atravessando o sol em pequenos pedaços que dançam na madeira da mesa. Beber esta luz antes que o sol finde.