
A alma raramente habita em esquadria. Entre o desenho técnico de uma fachada e o grito de uma tela de Bacon, existe o espaço onde eu existo: o lugar onde o prumo tenta medir o abismo.

A alma raramente habita em esquadria. Entre o desenho técnico de uma fachada e o grito de uma tela de Bacon, existe o espaço onde eu existo: o lugar onde o prumo tenta medir o abismo.
A Gastronomia Performativa é a transição do ato de cozinhar de uma função meramente utilitária (nutrição) para uma expressão artística e antropológica. Nela, o prato não é o fim, mas sim o registo de um acontecimento.
Aqui, o foco desloca-se do “quê” (o alimento) para o “como” (o gesto). É o artífice em ação, onde cada movimento na cozinha é carregado de intenção e significado, transformando o espaço de trabalho num palco e o cozinheiro num mediador cultural.
“Cozinhar não é apenas preparar alimentos; é uma forma de escrita no espaço e no tempo, onde o corpo do artífice é a caneta e a matéria orgânica é o papel.”
Gosto da noite,
o prato agora é o palco,
sou aquilo que comi.
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